O influenciador digital Hytalo Santos se manifestou pela primeira vez, nesta quinta-feira, desde que vieram à tona suspeitas de envolvimento dele em crimes envolvendo menores de idade. O paraibano Hytalo é investigado sob acusação de submeter adolescentes à adultização e à exposição com conotação sexual para obter lucro. Ele foi um dos nomes denunciados no vídeo de Felipe Bressanim, o Felca, que atingiu milhões de visualizações no YouTube e mobilizou parlamentares a discutirem novas regras para a proteção de jovens na internet.
Hytalo afirmou em nota enviada à CNN que “sempre agiu dentro da lei” e negou qualquer tipo de exploração de crianças ou adolescentes. Segundo ele, o conteúdo com menores foi gravado com autorização e mediante acompanhamento dos responsáveis.
A Justiça da Paraíba autorizou, na tarde desta quarta, a realização de buscas no endereço do influencer. Na decisão, de caráter liminar, o juiz Adhailton Lacet Correia Porto, da 1ª Vara da Infância e Juventude de João Pessoa, permitiu que sejam apreendidos celulares, computadores e outros equipamentos usados em gravações feitas pelo paraibano.
A informação foi publicada inicialmente pelo Jornal da Paraíba e confirmada pelo GLOBO. As buscas foram realizadas horas depois. O influencer não estava na mansão. A casa estava vazia, mas a máquina de lavar foi achada ligada. Segundo o juiz Adhailton Lacet, as equipes que cumpriram o mandado foram informadas pelo condomínio de Hytalo que “ele saiu com bastantes equipamentos” em um carro antes da chegada dos policiais.
“Repudio categoricamente qualquer acusação de exploração de menores. Minha trajetória pessoal e profissional sempre foi guiada pelo compromisso inabalável com a proteção de crianças e adolescentes”, diz a nota. “Reafirmo minha integridade e indignação diante de falsas acusações. Não aceitarei que minha imagem e meu trabalho sejam manchados por narrativas infundadas, e seguirei defendendo, com firmeza, a verdade e os valores que sempre nortearam minha vida”.
O magistrado destacou que um mandado de prisão pode ser expedido caso a atitude do paraibano seja confirmada e entendida como um “obstáculo” ao trabalho da Justiça. Em nota, Hytalo negou ter obstruído as investigações.