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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) contestaram à Justiça os principais argumentos apresentados pela defesa de Deolane Bezerra para obter transferência para uma Sala de Estado-Maior ou prisão domiciliar. Em manifestação enviada ao Tribunal de Justiça de São Paulo, os órgãos afirmam que a própria influenciadora pediu para dividir a cela após relatar sintomas de síndrome do pânico e rebatem ponto a ponto o relatório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que apontou problemas estruturais na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista.
A OAB e a defesa da influenciadora sustentam que a unidade não atende aos requisitos exigidos para o recolhimento de advogados e tentam a transferência de Deolane. O Ministério Público, porém, pediu à Justiça que negue o habeas corpus e mantenha a influenciadora na penitenciária.
O habeas corpus começou a ser julgado pela 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo nesta segunda-feira (6). Segundo o advogado de Deolane, Aury Lopes Jr., o julgamento virtual será concluído no próximo dia 15, quando deverá ser conhecida a decisão.